QUAL A MELHOR OPÇÃO DE ATUM ENLATADO? AO NATURAL (EM ÁGUA)? AO ÓLEO?






        O atum é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico e ômega-3, além de ser rico em diversas vitaminas e minerais, como tiamina (vitamina B1), riboflavina (vitamina B2), niacina (vitamina B3), fósforo, potássio, cálcio, magnésio, zinco e sódio. Há também uma grande concentração de metais como o mercúrio nesses animais. ¹




       Dentre os tipos de mercúrio encontrado nos peixes, o metil-mercúrio é o principal responsável pela intoxicação do ser humano através de pescado e corresponde entre 80% a 95% do teor de mercúrio total. Mesmo em regiões com níveis normais em águas, encontram-se teores altos de mercúrio, pois este é bioacumulado com um tempo de eliminação (meia-vida) longa nos organismos, em torno de 640 a 1200 dias. ²

        No homem, a absorção intestinal do metil-mercúrio é maior que 95% e sua meia-vida é em torno de 70 dias. Quando é absorvido, acumula-se nos rins, no fígado e no sistema nervoso central (SNC), atuando como inibidor enzimático, inativando proteínas pelo bloqueio de radicais SH. ².

      A procura de atum em forma enlatada vem crescendo nos últimos anos pela sua maneira prática de consumo e pela validade alta. Devido à isso, alguns estudos compararam o teor de mercúrio nos atuns comercializados em lata com líquido de cobertura o óleo e água, como os realizados por Cappon e por Yess, demostraram que amostras de atum conservados em água tem maior concentração de mercúrio e relação àquelas conservadas em óleo, inclusive o conteúdo do metil-mercúrio que também foi significativamente maior. Contudo, nesta mesma pesquisa cerca de 53% das amostras, tanto em óleo quanto em água, apresentaram teores acima do máximo tolerado pela legislação para mercúrio em tecido muscular de peixe, o que demonstra a necessidade de mais estudos envolvendo esse tipo de amostra e constante atualização. ³

    O risco de intoxicação pela ingestão de peixe contaminado depende da quantidade ingerida e a frequência de ingestão, o que vão determinar a acumulação de metil-mercúrio no organismo humano.²

     O limite máximo para mercúrio total em peixe, estabelecido pela O.M.S. (Organização Mundial de Saúde) é de 0,5μg/g, para um consumo semanal de 400 gramas. Efeitos sobre o SNC são documentados na literatura para ingestão diária de 3mg de mercúrio por Kg em adultos. 4

    Em relação ao sódio, notou-se que uma grande quantidade de cloreto de sódio (NaCl) é adicionado aos enlatados a fim de garantir conservação, fazendo com que o ter desse elemento seja elevado no atum enlatado, por exemplo. A quantidade de sódio descrita na embalagem e para isso, deve ser mensurada a quantidade a ser adicionada no líquido de cobertura, óleo ou água. A concentração máxima de cloreto em uma amostra devia ser de até 2%, fato que não acontece em muitos produtos comercializados.



                                         Manual Básico para Atendimento Ambulatorial em Nutrição 


     Tais análises nos permitem concluir que o consumo de atum enlatado em óleo é melhor em termos de menor acumulação de mercúrio, contudo vale ressaltar a necessidade de eliminação total deste óleo, a fim de diminuir o teor desse metal líquido e do sódio. Além disso, muitos metais, como o alumínio e o chumbo, são lipossolúveis, reagindo com as moléculas de lipídeo presente e sendo eliminados com o descarte do óleo sobrenadante. 

     Devido a isso, é importante se ter uma dieta equilibrada e personalizada, com base nas necessidades individuais e adequações diante de elementos tóxicos como o mercúrio. O nutricionista é o profissional habilitado e capacitado para toda recomendação, controle e ajuste dietético diário. Procure, sempre, um nutricionista de sua confiança.


        Eu costumo usar o atum em óleo da marca "Gomes da Costa", gosto do sabor, da distribuição de macro e micronutrientes  descritos na rotulagem na parte de informações nutricionais e sempre descarto todo o óleo e ainda passo um pouco de água filtrada pra eliminar o sódio. Ele fica bem "leve" e ótimo para adicionar a preparações. 


                                                                SEMPRE este em óleo




                                                                NUNCA este em "água"






Referências Bibliográficas:

1. VISCIANO, P.; SHIRONE, M.; TOFALOAND, R.; SUZZI, G. Biogenic amines in raw and processed seafood. Department of Food Science, University of Teramo, Mosciano Sant'Angelo Teramo, Italy, 2012.

2. Yallouz, Allegra; Campos, Reinaldo C; Louzada, Andreía. Níveis de mercúrio em atum sólido enlatado comercializado na cidade do rio de janeiro. Ciênc. Tecnol. Aliment. 21(1): 1-4. Campinas, 2001.

3. Cappon, C. J; Smith, J.C; Journal of Applied Toxicology, Chemical form and distribution of Mercury and selenium in canned tuna, 1982 2(4), p.181-189, apud Rasmussen, R.S; Morrissey, M.T; Food Chemistry, Effectes of canning on total Mercury, protein, lipid, and moisture contente in troll-caught albacore tuna (Thunnus alalunga), 2007, 101, p 1130-1135.

4. Yess, N.J; Journal of AOAC International, Food and Drug Administration survey of methilmercury in canned tuna, 1993, 76(1), P. 36-38, apud Rasmussen, R.S; Morrissey, M.T; Food Chemistry, Effectes of canning on total Mercury, protein, lipid, and moisture contente in troll-caught albacore tuna (Thunnus alalunga), 2007, 101, p 1130-1135.

5. VILLELA, NB., and ROCHA, R. Manual básico para atendimento ambulatorial em nutrição [online]. 2nd. ed. rev. and enl. Salvador: EDUFBA, 2008. 120 p. ISBN 978-85- 232-0497- 6. Available from SciELO Books


BOLO DE AVEIA E BANANA 🍌







Ingredientes:

▫Aveia em flocos (1 xíc e 1/2);


▫Banana nanica madura (4 unidade médias);


▫Ovos (3 unidades);


▫Óleo de coco (2 colheres de sopa);


▫Leite de coco ou suco de laranja (2 colheres de sopa);


▫Canela em pó (à gosto);


▫Fermento em pó (1 colher de sopa);


▫Uva passa (1/2 xícara);


▫Castanhas, nozes ou amendoim (à gosto, se preferir); 😋


Modo de preparo: ✔


▫Separar a clara da gema do ovo e reservar em um recipiente;


▫Bater todos os ingredientes no liquidificador até ficar uma mistura homogênea SEM O FERMENTO;


▫Bater a clara em ponto de neve;


▫Adicionar a massa do liquidificador à clara em neve;


Acrescentar o fermento por último e misturar delicadamente;


▫Preaquecer o forno;


▫Untar a forma com óleo de coco e aveia (bater o flocos ou o farelo para ter uma


farinha fina;


▫Adicionar a massa à forma;


▫Assar no fogo médio (180 graus) por 30 min;


▫Servir; 😍







COMO MODULAR COM PREBIÓTICOS SUA MICROBIOTA?





                                                                               Academy of Nutrition and Dietetics


Os prebióticos são ingredientes alimentares não digeridos pelo ser humano que têm um efeito benéfico para o mesmo devido ao esse metabolismo seletivo no trato intestinal (resistência à acidez gástrica, à hidrólise enzimática e à absorção gastrointestinal), sendo então fermentados pela microbiota intestinal, servindo assim de “alimento”, causando estimulação seletiva do crescimento da mesma presente nesse órgão.
Os prebióticos principais que têm essa função são fruto-oligossacarídeos, galacto-oligossacarídeos e lactulose. O uso frequente de prebióticos podem permitir alterações no nível de espécies da microbiota.





Alguns estudos avaliaram in vivo vários supostos prebióticos, porém, apenas a inulina (oligofrutose ou fruto-oligossacáridos), o transgalacto-oligossacarídeos (oligossacáridos derivados da lactose), e a lactulose (isomerização de lactose para gerar o dissacarídeo galactosil β (1 → 4) frutose) foram classificados com atividade prebiótica eficaz.
Esses prebióticos podem ser encontrados em alimentos ou suplementados. É importante que as tecnologias usadas para enriquecer alimentos com prebióticos, e para que estes representem mudanças positivas, sejam significativas e com base molecular para determinar as alterações da microbiota.
Consulte um nutricionista, que confie, para entender mais sobre e saber quais prebióticos e em qual quantidade é melhor para seu organismo.



Referência Bibliográfica:


GIBSON, Glenn R.; PROBERT, Hollie M.; LOO, Jan Van; RASTALL, Robert A.; ROBERFROID, Marcel B. Dietary modulation of the human colonic microbiota: updating the concept of prebiotics. Nutrition Research Reviews. Université Catholique de Louvain, Brussels. Belgium, 2004.




VOCÊ JÁ OUVIU FALAR NA “MICROBIOTA INDÍGENA DO TRATO GASTRINTESTINAL”?


          

                A Microbiota indígena do trato gastrintestinal é um ecossistema bacteriano presente no intestino humano, tanto no delgado como no grosso. As colônias formadas por espécies de estafilococos, estreptococos e lactobacilos, são mais representativas na porção do íleo proximal do intestino delgado e as bacteroides, fusobacterium e clostridium, no íleo distal uma porção com uma grande quantidade e diversidade dessas devido ao seu menor peristaltismo (movimento).



Intestino delgado: duodeno, jejuno e íleo. Ilustração: La Gorda / Shutterstock.com



   Essas bactérias se alojam estabelecendo um “habitat” na luz intestinal, camada de muco e superfície epitelial. No nascimento, é adquirida no canal do parto, alcançando uma composição definitiva em torno dos dois anos de idade até o resto da vida.
  O estabelecimento de tal comunidade microbiana é complexo e influenciado por vários fatores como: dieta; idade; utilização de antibióticos, probióticos e prebióticos; ambiente; microbiota materna e via do parto; interações microrganismo-hospedeiro e presença de certos genes e receptores.
          Devido às diversas funções, o que configura uma grande importância para o organismo, a microbiota pode ser comparada a uma entidade funcional ou um “órgão” dentro do hospedeiro.








As principais funções desse “órgão” são:
1.      Resistência à colonização por outros microrganismos, ou seja, as bactérias ali presentes diminuem ou inibem a colonização de outros microrganismos, principalmente as bactérias patogênicas causadoras de doenças, através de uma competição por nutrientes, por adesão nas células do hospedeiro e pela produção de produtos metabólicos ou tóxicos para essas outras espécies invasoras.

2.      Estimula a Imunomodulação, ao induzir resposta rápida e eficiente a uma agressão microbiana, pois tais bactérias são incorporadas previamente ao tecido linfoide intestinal (células M) sendo “apresentadas” às células linfoides, o que estimula a memória imunológica, promovendo uma resposta aos futuros antígenos.

3.      Contribuição nutricional resultante das interações locais e dos metabólitos produzidos (possui uma atividade metabólica potencialmente semelhante à do fígado) ao sintetizar vitaminas do complexo B e a vitamina K, e contribuir com ácidos graxos voláteis que são rapidamente absorvidos sendo a principal fonte de energia para os tecidos periféricos e do fígado.

4.      Possível controle lipídico sanguíneo, pois usam como substrato energético fibras, ácidos biliares e colesterol. Além de estimulares renovação celular, por utilizarem também, de mucinas, tecidos epiteliais e enterócitos. Alimentam-se, principalmente, de oligossacarídeos e açúcares, que são conhecidos como prébioticos.







Referência Bibliográfica:

BARBOSA, Flávio Henrique Ferreira; MARTINS, Flaviano dos Santos; BARBOSA, Larissa Paula Jardim de Lima; NICOLI, Jacques Robert. Microbiota indígena do trato gastrintestinal. Rev. de Biologia e Ciências da Terra. Vol 10. No 1. Universidade Federal da Bahia. Junho, 2010.